terça-feira, 23 de julho de 2013

Onde estão jogando o lixo eletrônico?

Onde estão jogando o lixo eletrônico?



Ásia passa a produzir o que antes vinha de fora
Até recentemente o Ocidente era a principal fonte de lixo eletrônico na Ásia – apenas nos Estados Unidos, estima-se que 350.000 celulares e 130.000 computadores sejam jogados fora todos os dias. Mas o quadro está mudando. Metade deste lixo processado hoje na China é gerado no próprio país.
O lixo eletrônico europeu e americano está declinando no montante do que se processa no sudoeste da Ásia, enquanto países na região, como Tailândia e Malásia, se tornam rapidamente contribuintes.
Talvez agora seja a hora de a região estabelecer um sistema de reciclagem robusto, em vez de apenas limitar a importação de lixo eletrônico.
Uma pesquisa de mercado publicada no mês passado mostrou que desenvolvimentos rápidos de novas tecnologias de laptops, smartphones e tablets estão encorajando um abandono também rápido de velhos modelos na Ásia, causando um aumento súbito no lixo eletrônico. Os upgrades constantes estão sublinhando a urgência do descarte seguro destes produtos.
Os dois principais destinos do lixo eletrônico do mundo desenvolvido são a China e a Índia, onde comunidades inteiras, inclusive crianças, vivem de retirar metais, vidro e plástico de computadores velhos. Apenas na cidade chinesa de Guiyu, cerca de 150.00 pessoas estão empregadas nesta atividade.
Paises subdesenvoldidos no sudoeste da Ásia, como Camboja, Indonésia, Vietnã e Myanmar também se tornaram locais de descarte. A Indonésia, por exemplo, importa produtos descartados dos EUA e exporta seus resíduos valiosos para a China. O Camboja recebe o lixo eletrônico de outros países da região. E os métodos primitivos da extração do que presta nele causam grandes danos ao ambiente e à saúde das pessoas. Alguns itens são selecionados à mão, e liberam um coquetel de toxinas no ar.
Uma das reações ao problema é um movimento pela proibição total do comércio de lixo eletrônico, mas exportações ilegais e contrabando tornariam isto inexequível.
A Convenção da Basiléia, de 1994, foi destinada a introduzir um sistema de controle de importação e exportação de resíduos perigosos. Um ano depois de sua introdução, ela foi emendada, falando apenas de uma proibição parcial, em reconhecimento de que era realista aceitar que se podia reduzir mas não completamente banir tais trocas. A emenda foi aceita até agora por 73 países, e eles incluem a maioria dos países desenvolvidos, mas não os Estados Unidos.
Em vez de um banimento, o sudoeste da Ásia poderia ter mais êxito no estabelecimento de uma alternativa, um sistema apropriado de reciclagem que tornasse as operações seguras, comenta o SciDev .
Mas além de políticas nacionais, há uma necessidade de uma abordagem regional que inclua a separação de tipos de lixo pela cor para tornar mais fácil a reciclagem, a segregação do lixo por fonte, e o rastreamento do movimento dele através de fronteiras nacionais.

Fotos: learning_machine / Creative Commons   José Eduardo Mendonça -fontes:http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/planeta-urgente/onde-estao-jogando-o-lixo-eletronico/

domingo, 9 de dezembro de 2012

Você sabe o que é Convenção de Basiléia e a exportação de lixo eletrônico ?


Controle dos Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos e seu Depósito

A Convenção de Basiléia sobre o Controle dos Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos e seu Depósito, foi concluída em Basiléia, Suíça, em 22 de março de 1989. Ao aderir à Convenção de Basiléia, o governo brasileiro adotou um instrumento que considerava positivo, uma vez que estabelece mecanismos internacionais de controle desses movimentos – baseados no princípio do consentimento prévio e explícito para a importação, exportação e o trânsito de resíduos perigosos -, procura coibir o tráfico ilícito e prevê a intensificação da cooperação internacional para a gestão adequada desses resíduos. A Convenção foi internalizada na íntegra por meio do Decreto Nº 875, de 19 de julho de 1993, sendo também regulamentada pelas Resoluções Conama nº 23, de 12 de dezembro de 1996, que dispõe sobre as definições e o tratamento a ser dado aos resíduos perigosos, conforme as normas adotadas pela Convenção, e Conama nº 235, de 7 de janeiro de 1998, que altera o Anexo 10 da resolução citada anteriormente.
Em função da emenda ao Anexo I (relação de resíduos) e incorporação dos Anexos VIII e IX à Convenção, adotados durante a IV Conferência das Partes, realizada em Kuching, na Malásia, em 27 de fevereiro de 1998, houve a sua internalizados pelo Decreto Nº 4.581, de 27 de janeiro de 2003.
Com a promulgação da Política Nacional de Resíduos Sólidos-PNRS, Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, fez-se necessária a revisão da Resolução Conama nº 23/1996, e demais normas complementares, de forma que se possa incorporar a emenda ao Anexo I e inclusão dos Anexos VIII e IX, bem como compatibilizar com a PNRS.
Como exemplo, podemos citar a questão da importação de resíduos perigosos, que pela Resolução poderia ser realizada, inclusive para resíduos Classe 1, em casos excepcionais, mas que pela PNRS, fica proibida conforme o artigo transcrito a seguir:
"Art. 49. É proibida a importação de resíduos sólidos perigosos e rejeitos, bem como de resíduos sólidos cujas características causem dano ao meio ambiente, à saúde pública e animal e à sanidade vegetal, ainda que para tratamento, reforma, reúso, reutilização ou recuperação."
Faz parte da convenção promover o gerenciamento ambientalmente adequado dos resíduos perigosos e outros resíduos internamente nos países, para que com isto possa ser reduzida a sua movimentação. Nesse sentido são votadas decisões sobre a necessidade de serem elaborados guias de gerenciamento ambientalmente adequada de resíduos e representantes dos países se apresentam voluntaria e gratuitamente para elaborá-los. Há uns anos atrás o Brasil coordenou a elaboração de um sobre baterias usadas chumbo-ácido e, recentemente, devido ao contencioso de pneus com a OMC, dispôs-se a  revisar o guia de pneus usados, que encontra-se em conclusão e deve ser submetido à conferência das partes a ser realizada na Colômbia, em outubro de 2011. Para esta e outras atividades o nosso trabalho realizar-se-á em conjunto com IBAMA.
Além disso, esperamos que com a aprovação da Lei nº 12.305/10, possamos promover ações de Produção Mais Limpa, visando minimizar a geração de resíduos perigosos.

Você sabe o que é WEEE ?



WEEE é uma iniciativa derivada da União Europeia que a GE Measurement & Control Solutions recentemente implementou na Europa. O principal objetivo da iniciativa é a prevenção do descarte inadequado de resíduos de equipamentos elétricos e eletrônicos (WEEE, do inglês "waste electrical and electronic equipment").
A diretiva busca promover a reutilização e a coleta ("take-back") desses resíduos de modo a reduzir seu descarte. Ela também procura melhorar o desempenho ecológico de todos os membros envolvidos no manuseio de equipamentos elétricos e eletrônicos. Esses membros incluem os diretamente envolvidos no tratamento de resíduos de equipamentos elétricos e eletrônicos e também produtores, distribuidores e consumidores.
Finalmente, a diretiva WEEE busca aumentar a quantidade de equipamentos devolvidos para descarte adequado a fim de atingir uma taxa de recuperação de 75% na Europa.
Para obter mais informações sobre a diretiva WEEE, visite o site de informações sobre a WEEE www.weeedirectory.com.

QUANDO VER ESSE SIMBOLO ACIMA VOCÊ JÁ VAI SABER DO QUE SE TRATA.

FONTE: http://www.ge-mcs.com/pt/about-us/environmental-health-and-safety/weee.html


sábado, 8 de dezembro de 2012

Você sabe o que é Rohs ?


RoHS (Restriction of Certain Hazardous Substances, Restrição de Certas Substâncias Perigosas) é uma diretiva européia (não é lei ainda)que proíbe que certas substâncias perigosas sejam usadas em processos de fabricação de produtos: cádmio (Cd), mercúrio (Hg), cromo hexavalente (Cr(VI)), bifenilos polibromados (PBBs), éteres difenil-polibromados (PBDEs) e chumbo (Pb).
O RoHS é também conhecido como “a lei do sem chumbo” (lead-free) mas esta diretiva também trata de outras cinco substâncias.
Esta diretiva entrou em vigor no dia 1º de Julho de 2006 e a partir desta data nenhum produto usando essas substâncias poderá ser vendido na Europa. Junto com o RoHS entrará em vigor uma outra diretiva que trata da reciclagem de produtos eletro-electrónicos, chamada WEEE (Waste from Electrical and Electronic Equipment, Lixo Vindo de Produtos Eletro-Electrónicos).
Por causa do RoHS, fabricantes de equipamentos electrónicos terão que correr para adequarem seus produtos à nova diretiva de modo a poderem vender seus produtos na Europa.
O problema é que a solda tradicional é composta de 63% de estanho (Sn) e 37% de chumbo (Pb), e os fabricantes terão que buscar outros Elementos para produzir a solda. Como você sabe, a solda é o que “cola” os componentes electrónicos na placa de circuito impresso (PCB) de um produto electrónico. A prata, o cobre e o bismuto são comumente usados na nova composição de solda sem Chumbo.
Esses elementos, no entanto, implicam vários desafios, veja abaixo:
Alta temperatura de fusão: os componentes eletrônicos sensíveis à temperatura foram projetados para suportar até 250 °C, e a solda tradicional de estanho/chumbo funde a 183 °C permitindo uma ampla janela de trabalho, enquanto que a solda sem chumbo funde entre 221 °C e 227 °C, dependendo da composição. Isto significa que o processo produtivo deva aquecer a solda a nova e mais alta temperatura, e requer maior cuidado para não exceder o limite de temperatura estabelecido pelos fabricantes de componentes. Item que era uma preocupação remota quando se usava solda com Chumbo. Ainda em estado de desenvolvimento: a solda de estanho/chumbo é usada há anos e o processo de soldagem é muito bem conhecido. A solda sem chumbo ainda é uma criança e muita pesquisa e desenvolvimento ainda estar por vir com vários diferentes materiais. Até agora não existe um padrão industrial para a solda sem chumbo. Conserto: quando um equipamento electrónico precisa de conserto, a solda usada também deverá ser sem chumbo. O técnico que está efectuando o conserto deve saber exatamente qual é o tipo de solda que foi usada quando o equipamento foi fabricado. Geralmente esta informação pode ser encontrada na placa de circuito impresso (PCB) do equipamento, mas esta informação pode não estar disponível. Mas é seguro usar liga 99C (99,7% de estanho, 0,3% de cobre) quando estiver reparando equipamentos sem chumbo. Inspeção visual: solda sem chumbo tem um aspecto muito diferente da solda tradicional estanho/chumbo e um olho não treinado pode assumir que um ponto de solda está defeituoso, enquanto na realidade não está. Claro que além da solda todas as outras partes do equipamento electrónico – como componentes e a placa de circuito impresso (PCB) – não deve ter nenhum dos seis materiais banidos para serem considerados “de acordo com o RoHS” e poderem ser vendidos na Europa.
O problema todo é basicamente com a reciclagem dos equipamentos electrónicos. A maioria dos equipamentos electrónicos está passando o final de suas vidas em latas de lixo ou aterros a céu aberto, e muitos deles sem nenhum controle químico. A água da chuva ácida dissolve o chumbo e outras substâncias perigosas dos equipamentos electrónicos, e a água da chuva mistura-se com esses materiais indo directo para os lençóis freáticos, indo parar na água que bebemos.
O chumbo pode afectar praticamente todos os órgãos e sistemas do corpo humano, especialmente o sistema nervoso central. Rins e o sistema reprodutivo também são afectados. Os efeitos são os mesmo caso o chumbo seja inspirado ou ingerido. Em altas quantidades, o chumbo pode reduzir o tempo de reação, fraqueza nos dedos, punhos ou calcanhar, e possivelmente afecta a memória. O chumbo também pode causar anemia.
É interessante notar que, embora a industria de electrónicos esteja sendo direccionada para remover o chumbo de seus processos de fabricação pela diretiva europeia, apenas uma pequena porção de chumbo é realmente usada na produção de equipamentos electrónicos: apenas 0,49% de todo chumbo produzido é usado em solda e apenas 2% do chumbo produzido é usado em toda a industria de eletro-electrónicos. A fabricação de baterias, por exemplo, consome 80% do chumbo produzido no mundo.
Apesar de nos Estados Unidos não existir nenhuma norma similar ao RoHS ou ao WEEE, o Estado da Califórnia aprovou uma lei proibindo o comércio de qualquer equipamento electrónico que tenha tido sua venda proibida na Europa por causa da presença de metais pesados. Esta lei, que é chamada “o RoHS da Califórnia”, entrou em vigor em Setembro de 2003, com Janeiro de 2007 como o prazo final para que todas as empresas se adequem.
A directiva ROHS (Restriction of Hazardous Substances Directive) limita a total de 0,1% o uso de certas substâncias na composição de manufacturados na União Européia, ou importados de EUA, China, Nova Zelândia e outros países. As substâncias restritas são as seguintes:

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Rohs

domingo, 2 de dezembro de 2012

Você sabe o que é Resíduo Eletrônico ?

Resíduo computacional também conhecido como Resíduo eletrônico ou lixo eletrônico, conhecidos pelo acrônimo de REEE (Resíduo de Equipamentos Eletro Eletrônicos)  é o termo utilizado para qualificar equipamentos eletroeletrônicos descartados ou obsoletos. A definição inclui computadorestelevisoresgeladeirastelemóveis/celulares, entre outros dispositivos. A classificação dos produtos por categoria pode ser encontrada no site da Comunidade Européia 

Problema

Os REEE, se descartam de forma inadequada, constituem-se em um sério risco para o meio ambiente, pois possuem em sua composição metais pesados altamente tóxicos, como mercúrio,cádmioberílio e chumbo, além de outros compostos químicos como os BFRs (Brominated Flame Retardants). Em contato com o solo, os metais pesados contaminam o lençol freático; se queimados, os BFRs liberam toxinas perigosas. Portanto, a manipulação e processamento dos REEE, de forma incorreta e desprotegida, contamina os seres humanos que executam estas tarefas e o meio ambiente à sua volta.

Legislação

Em função da complexidade do problema da contaminação e do aumento considerável da produção, consumo e consequente descarte de eletroeletrônicos, foi necessária a elaboração de leis específicas, atualmente em vigor em diversas partes do mundo.

União Europeia


Em Janeiro de 2003 entrou em vigor a diretiva 2002/95/CE da União Europeia que regulamenta o tratamento de resíduos de equipamentos eléctricos e electrônicos, obrigando (entre outros) os fabricantes a se responsabilizar por todos os eletrônicos produzidos. Em vigor está também a  Diretiva 2002/95/CE (RoHS) que restringe o uso de determinadas substâncias perigosas em equipamentos eléctricos e electrônicos.
Brasil
No dia 5 de Agosto de 2010 foi aprovada a Lei Federal nº 12.305 referente à Política Nacional de Resíduos Sólidos no Brasil, que obriga a dar-se destinação adequada para os resíduos eletroeletrônicos. No Estado de São Paulo foi promulgada em julho de 2009 a Lei Estadual 13.576 que institui normas e procedimentos para a reciclagem, gerenciamento e destinação final de lixo tecnológico.

Estados Unidos


A legislação norte-americana não prevê uma regulamentação nacional mas sim, soluções em nível estadual. Até 2012, apenas 24 estados haviam criado suas legislações específicas. Por serem signatários, com ressalvas, da Convenção da Basiléia que bane a exportação de lixo eletrônico, os EUA descartam parte substancial (entre 50 e 80% ) do seu REEE para países como China e Índia, além de diversos países africanos, onde a ausência de legislação adequada permite a ocorrência de contaminação das pessoas e do meio-ambiente.

Africa


A África do Sul possui uma iniciativa de âmbito nacional, relacionada com a reciclagem dos REEE.
Na maioria dos outros países africanos não existe legislação específica e, na verdade, parte deles ainda sofre com o envio de REEE vindos da EU e dos EUA, apesar das restrições .

Oceania


Austrália e a Nova Zelândia possuem uma legislação recém aprovada, e estão iniciando em 2012, a implantação de processos de reciclagem de REEE.

Gerenciamento dos Resíduos e Reciclagem

Para conter os problemas de contaminação previamente descritos, são necessárias regulamentações e procedimentos que garantam a segurança tanto dos trabalhadores envolvidos na reciclagem como das pessoas e do meio-ambiente. Isso denomina-se gerenciamento ou gestão dos REEE.
Para realizar a gestão e reciclagem dos REEE divide-se o processo em etapas chamadas coleta, desmontagem, pré-processamento e processamento. A coleta consiste em receber os REEE, seja através de sistemas que recolhem nas casas dos consumidores, seja através de iniciativas de mutirão de coleta. Há ainda o sistema de ecopontos. Depois de coletados, os REEE passam por um processo de manufatura reversa, onde são desmontados e cada material é classificado. As substâncias tóxicas devem ser neutralizadas, utilizando-se diversos processos físico-químicos.
Os materias que podem ser transformados em matérias-primas são encaminhados para esse fim. Estão incluídos plásticos, ferro, alumínio, fios e cabos, entre outros. Algumas frações como monitores tipo CRT, alguns tipos de baterias, lâmpadas de mercúrio podem apresentar dificuldades ou custos elevados para serem dercontaminados. Nesse caso, estes subprodutos devem sofrer disposição adequada.

[editar]Tecnologias de Coisas

Basicamente existem duas abordagens para o tratamento dos REEE: a manual e a automatizada.
A desmontagem manual permite uma maior seletividade no processo, evitando perdas ao classificar cada matéria-prima da forma correta. Por outro lado é mais lento, de mão-de-obra intensiva e, frequentemente, menos seguro do ponto de vista da saúde e do ambiental. A abordagem manual para os países em desenvolvimento é defendida fortemente pela UNEP em seu relatório de 2009
A automatização permite um processamento mais rápido, mais seguro e com menos mão-de-obra mas também menos eficiente na recuperação de materiais por misturar materiais diferentes.
O cenário ideal seria a combinação de ambas as soluções, onde pessoas melhoram a qualidade do que precisa ser separado e as máquinas otimizam e tornam seguro o processamento.

Substâncias Nocivas e seus efeitos

Os principais contaminantes presentes nos eletroeletrônicos são:

[editar]Arsênico

O Arsênico é um elemento metálico venenoso que se apresenta como pó ou em forma de substâncias solúveis. A exposição crônica ao Arsênico pode provocar várias doenças de pele e diminuir a velocidade de transmissão dos impulsos nervosos. A exposição continuada ao arsênico pode também causar câncer de pulmão e, muitas vezes, ser fatal.

[editar]Bário

O Bário é um elemento metálico que é usado em velas de ignição, lâmpadas fluorescentes e "getters" em tubos à vácuo. Sendo altamente instável na forma pura, ela forma óxidos venenosos quando em contacto com o ar. Curta exposição ao bário pode levar a edema cerebral, fraqueza muscular, danos ao coração, fígado e baço. Estudos em animais revelam aumento da pressão arterial e alterações no coração no caso da ingestão de Bário durante um longo período. Os efeitos a longo prazo da exposição crônica ao bário em seres humanos ainda não são conhecidos devido à falta de dados sobre seus efeitos.

[editar]Berílio

Berílio foi recentemente classificado como carcinógeno humano, porque a exposição a ele pode causar câncer de pulmão. A preocupação primária de saúde é quanto à inalação de poeiras de Berílio, fumaça ou névoa. Os trabalhadores que estão constantemente expostos ao Berílio, mesmo em pequenas quantidades, e que se tornam sensíveis a ele, podem desenvolver o que é conhecido como doença crônica Berílio (beryllicosis), uma doença que afeta principalmente os pulmões. A exposição ao Berílio também provoca uma doença de pele que é caracterizada por problemas de cicatrização de feridas e surgimento de verrugas. Estudos têm demonstrado que as pessoas podem continuar a desenvolver doenças provocadas pelo Berílio mesmo muitos anos após a última exposição.

[editar]Retardantes de Chama Bromados (BFR)

Os 3 tipos principais de retardantes utilizados em aparelhos eletroeletrônicos são o Polibromobifenilo (PBB), o Éter difenil polibromado (PBDE) e o Tetrabromobisfenol - A (TBBPA). Retardantes de chama fazem materiais, especialmente plásticos e têxteis, mais resistentes ao fogo. Eles são encontrados em forma de pó e no ar através da migração e da evaporação a partir de plásticos. A combustão de materiais halogenados e placas de circuito impresso, mesmo a temperaturas baixas, libera as emissões tóxicas, incluindo as dioxinas, que pode levar a graves distúrbios hormonais. Grandes fabricantes de produtos eletrônicos já começaram a eliminar gradualmente retardadores de chama bromados por causa de sua toxicidade.

[editar]Cádmio

Compostos de Cádmio podem ter graves impactos sobre os rins. O Cádmio é adsorvido pela respiração, mas também com os alimentos. Devido à longa meia-vida no corpo, o Cádmio, pode facilmente se acumular em quantidades que causam sintomas de envenenamento. O Cádmio apresenta um risco de efeitos cumulativos no ambiente devido à sua toxicidade aguda e crônica. A exposição aguda à fumaça de Cádmio provoca sintomas de fraqueza, febre, dor de cabeça, calafrios, sudorese e dor muscular. Os riscos primários à saúde pela exposição a longo prazo são câncer de pulmão e nos rins. O Cádmio também pode causar também enfisema pulmonar e doença óssea (osteomalacia e osteoporose).

[editar]CFCs (clorofluorcarbonos)

Clorofluorocarbonetos são compostos de carbono, flúor, cloro, e, por vezes hidrogênio. Usado principalmente em unidades de refrigeração e espuma de isolamento, não são mais utilizados pois quando liberado na atmosfera, se acumulam na estratosfera e têm um efeito nocivo na camada de ozônio, provocando aumento da incidência de câncer de pele em seres humanos e em danos genéticos em muitos organismos.

[editar]Cromo

Cromo e seus óxidos são amplamente utilizados devido à sua condutividade elevada e propriedades anti corrosivas. Enquanto algumas formas de Cromo não são tóxicas, outras como a de Cromo (VI) conhecida com Hexavalente, é facilmente absorvido pelo corpo humano e pode produzir vários efeitos tóxicos no interior das células. A maior parte dos compostos de Cromo (VI) são irritantes aos olhos, pele e mucosas. A exposição crônica aos compostos de Cromo (VI) pode causar danos permanentes aos olhos, se não for devidamente tratada. O Cromo VI pode também causar danos ao DNA.

[editar]Dioxinas

As Dioxinas e os Furanos são uma família de produtos químicos que compreendem 75 diferentes tipos de compostos tipo Dioxinas e 135 compostos relacionados com os Furanos. Dioxina é o nome genérico da família de compostos compreendendo dibenzo-p-dioxinas (PCDD) e dibenzofuranos policlorados (PCDFs). Dioxinas nunca foram intencionalmente fabricadas, mas se formam como subprodutos indesejáveis durante a fabricação de substâncias como alguns pesticidas, bem como durante a combustão. As Dioxinas são conhecidas por serem altamente tóxicas para animais e seres humanos pois se acumulam no corpo e podem levar a malformações do feto, diminuição da fecundidade e das taxas de crescimento, além de causar doenças no sistema imunológico, entre outras coisas. A Dioxina mais conhecido e mais tóxica é a 2,3,7,8-tetracloro-p-dioxina (TCDD).

[editar]Chumbo

O Chumbo é o metal mais amplamente utilizado nas indústrias, após ferro, alumínio, cobre e zinco. É comumente empregado na indústria elétroeletrônica em soldas, baterias de Chumbo-ácido, componentes eletrônicos, revestimento de cabos, no funil dos CRTs, etc. A curta exposição a níveis elevados de Chumbo pode causar vômitos, diarréia, convulsões, coma ou até mesmo a morte. Outros sintomas são perda de apetite, dor abdominal, constipação, fadiga, insônia, irritabilidade e dor de cabeça. Exposição excessiva contínuada, como em um ambiente industrial, pode afetar os rins. É particularmente perigoso para crianças pequenas, pois podem danificar conexões nervosas e causar distúrbios cerebrais.

[editar]Mercúrio

O Mercúrio é um dos metais mais tóxicos que ainda é amplamente utilizado na produção de equipamentos eletroeletrônicos. É um metal pesado tóxico que se acumula no organismo causando danos cerebrais e no fígado, se ingerido ou inalado. O mercúrio aparece altamente concentrado em algumas baterias, interruptores, termostatos e lâmpadas fluorescentes.
Bifenilos policlorados (PCB) Os Bifenil policlorados (PCBs) são uma classe de compostos orgânicos usados em uma variedade de aplicações, incluindo fluidos dielétricos para capacitores e transformadores, fluidos de transferência de calor e como aditivos em adesivos e plásticos. Os PCBs provocam câncer em animais e também foi comprovado causar um certo número de doenças não-cancerosas em animais, incluindo disfunções no sistema imunológico, sistema reprodutor, sistema nervoso, sistema endócrino e outros efeitos à saúde. Os PCBs são contaminantes persistentes no meio ambiente; devido à solubilidade lipídica elevada e a baixa taxa de metabolismo destes produtos químicos, eles se acumulam nos tecidos ricos em gordura de quase todos os organismos (bioacumulação). A utilização de PCB está proibida nos países da OCDE, no entanto, devido à sua ampla utilização no passado, ele ainda pode ser encontrado em REEE, bem como em alguns outros resíduos.

[editar]Cloreto de polivinila (PVC)

Cloreto de polivinila (PVC) é o plástico mais utilizado em eletrônica e em aparelhos, utensílios domésticos, tubos, entre outros. O PVC é perigoso porque contém até 56% de Cloro que quando queimado, produz grandes quantidades do gás cloreto de hidrogênio, que combinado com a água forma ácido clorídrico e é perigoso porque quando inalado, levando a problemas respiratórios.

[editar]Selênio

A exposição a altas concentrações de compostos de Selênio causa selenosis. Os principais sinais dessa doença são a perda de cabelo, fragilidade das unhas, e alterações neurológicas (como dormência e outras sensações estranhas nas extremidades dos membros).

ACESSEM: www.ecoreverso.com.br

Referências

  1.  WEEE Forum http://www.weee-forum.org
  2.  e-Waste Definition, ewasteguide.info, 2012. http://ewasteguide.info/introduction/e-waste
  3. ↑ a b eur-lecux.europa.eu: Directiva 2002/96/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, ... resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos (REEE)
  4.  eur-lex.europa.eu: Directiva 2002/95/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, ... restrição do uso de determinadas substâncias ...
  5.  “Lei 12.305 - PNRS”, [1]
  6.  Lei Nº 13.576, de 6 de julho de 2009 do São Paulo, acessado em 23 de Novembro de 2009
  7.  Leis Estaduais Americanas, [2], acessado em 22 de abril de 2012
  8.  Convenção da Basiléia, [3]
  9.  Basel Action Network and Silicon Valley Toxics Coalition (2002-02-25), http://www.ban.org/E-waste/technotrashfinalcomp.pdf
  10.  eWASA, http://ewasa.org/
  11.  Ghana e-Waste Country Assessment. SBC e-Waste Africa Project, http://ewasteguide.info/files/Amoyaw-Osei_2011_GreenAd-Empa.pdf, acessado em 29 de agosto de 2011
  12.  “National Television and Computer Product Stewardship Scheme”, [s.d.]. http://www.environment.gov.au/settlements/waste/ewaste/index.html.
  13. ↑ a b Relatório StEP, 2009, página 13 http://www.step-initiative.org/index.php Solving the E-waste Problem StEP
  14.  Rede Amb3e, Portugal, [4]
  15.  Rede ERP, Portugal, [5]
  16.  Etapas de reciclagem , [6]
  17.  Guia de Substâncias Tóxicas, em inglês
  18.  Informações sobre CFC, em inglês

Fugindo um pouco, mas, você sabe o que é um aterro sanitário?

Aterro sanitário é um espaço destinado à deposição final de resíduos sólidos gerados pela atividade humana. Nele são dispostos resíduos domésticos, comerciais, de serviços de saúde, da indústria de construção, e também resíduos sólidos retirados do esgoto.


Condições e características


A base do aterro sanitário deve ser constituída por um sistema de drenagem de efluentes líquidos percolados (chorume) acima de uma camada impermeável de polietileno de alta densidade - PEAD, sobre uma camada de solo compactado para evitar o vazamento de material líquido para o solo, evitando assim a contaminação de lençóis freáticos. O chorume deve ser tratado e/ou recirculado (reinserido ao aterro) causando assim uma menor poluição ao meio ambiente.
Seu interior deve possuir um sistema de drenagem de gases que possibilite a coleta do biogás, que é constituído por metano, gás carbônico(CO2) e água (vapor), entre outros, e é formado pela decomposição dos resíduos. Este efluente deve ser queimado ou beneficiado. Estes gases podem ser queimados na atmosfera ou aproveitados para geração de energia. No caso de países em desenvolvimento, como o Brasil, a utilização do biogás pode ter como recompensa financeira a compensação por créditos de carbono ou CERs do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, conforme previsto no Protocolo de Quioto.
Sua cobertura é constituída por um sistema de drenagem de águas pluviais, que não permita a infiltração de águas de chuva para o interior do aterro. No Brasil, usa-se normalmente uma camada de argila.
Um aterro sanitário deve também possuir um sistema de monitoramento ambiental (topográfico e hidrogeológico) e pátio de estocagem de materiais. Para aterros que recebem resíduos de populações acima de 30 mil habitantes é desejável também muro ou cerca limítrofe, sistema de controle de entrada de resíduos (ex. balança rodoviária), guarita de entrada, prédio administrativo, oficina e borracharia.
Quando atinge o limite de capacidade de armazenagem, o aterro é alvo de um processo de monitorização especifico, e se reunidas as condições, pode albergar um espaço verde ou mesmo um parque de lazer, eliminando assim o efeito estético negativo.
Existem critérios de distância mínima de um aterro sanitário e um curso de água, uma região populosa e assim por diante. No Brasil, recomenda-se que a distância mínima de um aterro sanitário para um curso de água deve ser de 400m.

No Brasil

No Brasil, um aterro sanitário é definido como um aterro de resíduos sólidos urbanos, ou seja, adequado para a recepção de resíduos de origem doméstica, varrição de vias públicas e comércios. Os resíduos industriais devem ser destinados a aterro de resíduos sólidos industriais (enquadrado como classe II quando não perigoso e não inerte e classe I quando tratar-se de resíduo perigoso, de acordo com a norma técnica da ABNT 10.004/04 - "Resíduos Sólidos - Classificação").
A produção de lixo aumenta continuamente e por isso novas soluções são procuradas para desafogar os aterros. Em Contagem, Minas Gerais, tem sido usado o fosfogesso para redução de 30 a 35% do volume de resíduo sólido. Antes da implantação, a alternativa foi testada pelo laboratório do Institute of Phosphate Reserarch (FIPR), nos Estados Unidos.

FONTE:http://pt.wikipedia.org/wiki/Aterros_sanit%C3%A1rios
ACESSEM: www.ecoreverso.com.br

O que é ambiente?


Pode-se sim definir-se o ambiente como tudo aquilo que nos rodeia, as cidades e aldeias, os desertos e florestas. Ao meio alterado pelo homem, como as cidades, vulgarmente se denomina por ambiente urbano, ao passo que os meios onde o Homem ainda não deixou, ou afetou apenas levemente, se denomina por ambiente natural.
Com a industrialização, o Homem provocou desequilíbrios entre a sua própria ação e os ecossistemas naturais, foi nos anos 80 então que surgiu o conceito de Desenvolvimento sustentável: o equilíbrio entre a ação antropogênica, o desenvolvimento econômico, o desenvolvimento Social e a sustentabilidade.

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Portal:Ambiente

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